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Plano de Aula do Filme Pierre-Auguste Renoir | Documentário | | 1998 | 24 min | RJ


Principais etapas e estratégias para o trabalho sugerido como base nas disciplinas - especificadas, por disciplina. Antes da apresentação do documentário, o trabalho poderá ser iniciado na aula de Arte com a apresentação da obra "O almoço dos remadores" de Renoir. O professor, ao apresentá-la, não deverá, contudo, fazer nenhum comentário sobre a mesma, nem sequer mencionar o nome de seu autor. O enfoque será dado pelas questões propostas: - Você compraria este quadro? - Que qualidades você vê nesta obra? - Que razões pode ter sido motivadoras ao pintor que a produziu? Dinheiro? Fama? Desejo de se expressar? - O que pode ter levado o autor a pintar desta forma? - Quem poderia ser, na época em que foi pintado, o comprador deste quadro? - Em que época foi pintado? Em que país? - Como viviam as pessoas deste tempo e lugar? - Quais seriam seus valores e prioridades? - A que fatores estavam sujeitos? - Como era a situação econômica da época? Questões como estas, nortearão o trabalho disciplinar e interdisciplinar. A apresentação do vídeo poderá também ser feita na aula de Arte. Terminada a apresentação, os alunos poderão, inicialmente, manifestar-se sobre os aspectos estéticos do documentário e, em seguida, retomar as questões anteriores.




Objetivos
São duas as propostas para a atividade interdisciplinar: 1 - Produção de um documentário sobre um dos aspectos da vida e obra de Renoir. Exemplos: A mulher na pintura de Renoir Renoir escultor Renoir e o retrato A paisagem de Renoir Renoir e o cotidiano parisiense Renoir entre os impressionistas. Para este trabalho os alunos, em grupos, deverão: a) Definir o tema. b) Fazer a contextualização histórica, reunindo os dados essenciais. c) Produzir um roteiro, colocando as ideias principais do documentário. A finalidade do roteiro é orientar a produção do vídeo. d) Definir a forma e os recursos: programa a ser utilizado, colocação do texto (narrado ou escrito), narração em "off" ou não. e) Coletar as imagens. f) Organizar a sequência das imagens. g) Colocar som. h) Fazer o acabamento. 2 - A segunda ideia consiste na criação de um Blog.

Situação Didática
O professor de Arte poderá então abordar alguns aspectos da Arte como: A profissionalização do artista - destacando a formação de Renoir e sua tendência natural à Arte. O documentário cita que seu pai era alfaiate, ou seja, ele vivia num ambiente voltado à forma e à estética. Estes fatores teriam contribuído para sua formação? Renoir frequentou uma escola de Arte. Da decoração em porcelanas passou a pintor de telas. De "artesão" contratado por uma manufatura, passou a trabalhar por conta própria, dependendo da venda de seus quadros para viver. Que mudanças podem ter ocorrido em sua carreira? O professor deverá destacar também a diferença entre o pintor amador e o pintor profissional, ou seja, aquele que tem a Arte como seu trabalho. Em nossa cultura este aspecto nem sempre é bem aceito por não ser compreendido, sendo o artista frequentemente visto como alguém que não consegue sobreviver com sua profissão, além de outros estereótipos que são construídos a partir de falsas interpretações. O papel da formação na vida de um artista também pode ser objeto de estudo. O historiador de Arte E.H. Gombrich disse que um artista que aprendeu sozinho, aprendeu com alguém muito ignorante. De fato, pouco se considera a formação de um artista, pois, em geral, são tratados como seres dotados de dons especiais que dispensariam qualquer aprimoramento estético e técnico. No entanto, desde a antiguidade existem instituições para a formação de artistas. Das oficinas às academias, e dessas às universidades de nossos dias, os artistas têm seu espaço de formação. Se a vocação é importante para a prática artística, ela sozinha não é suficiente para o desenvolvimento e a profissionalização do artista. Outro aspecto que deve merecer especial atenção é a arte como mercadoria. Para quem pintava Renoir? Quem comprava seus quadros? O mercado de arte é outro aspecto bastante interessante a ser destacado. Quem eram os compradores das obras de Renoir? A que classe social pertenciam? Cabe aqui um relato interessante: O quadro "As Meninas Cahen d'Anvers" (conhecido como "Rosa e Azul"), pintado por Renoir em 1881, foi encomendado pelo banqueiro Louis Raphael Cahen d'Anvers, pai das meninas que aparecem no quadro - Alice e Elisabeth Cahen d'Anvers. A família do banqueiro não gostou do resultado e o quadro ficou esquecido, escondido em um lugar qualquer obscuro da casa, só muitos anos depois redescoberto. A obra hoje pertence ao acervo do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Este fato demonstra, assim como o documentário, que muitas vezes um artista, mesmo dependendo do gosto do comprador de suas obras, mantém seu estilo, então: o que leva um artista que depende do mercado a romper com os cânones estéticos a que o mercado está habituado? Existem, contudo, artistas que sucumbem às imposições do mercado. Nem sempre são os que deixam suas marcas na História da Arte. A ruptura à tradição também poderá ser tema de discussão, afinal o Impressionismo representou uma grande transgressão ao romper com a técnica, com a composição e com a temática da época. Ainda um outro tema a ser trabalhado: o papel do crítico de Arte. A crítica de Arte é tão antiga quanto a própria Arte. Na Grécia, por volta do séc. III a.C., surgiram os primeiros estudos sobre Estética e Arte, já com o objetivo de orientar e educar artistas e público. Procuravam explicar a função e estabelecer regras da boa Arte. A crítica especializada se difere da crítica do público leigo, pois pauta-se em critérios mais objetivos ao fazer julgamentos. O crítico de Arte é, como o artista, um profissional que vive da Arte. O professor também poderá apresentar alguns textos de crítica de Arte publicados em jornais e revistas (em anexo).

Comentários
SUGESTÕES DE LEITURA  ARTIGAS, Isabel. Renoir. Coleção Gênios da Arte. São Paulo: Editora Girassol, 2007.  BARRAUD, Henri. Para compreender as músicas de hoje. São Paulo: Perspectiva. 1997.  BENJAMIN, Walter. Obras Escolhidas: Arte, Magia e Política. São Paulo: Brasiliense, 2004.  COSTA, Cristina. Questões de Arte. São Paulo: Moderna, 2004.  FERREIRA, Glória (org). Crítica de Arte no Brasil Temáticas Contemporâneas. Coleção Pensamento Crítico. Rio de Janeiro: Funarte, 2006.  GRIFFITH, Paul.  HOBSBAWM, Eric. Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2009. - Sites de pesquisa de imagens (fotografias, gravuras, pinturas, vídeos): http://www.conexaoparis.com.br http://www.scielo.br http://www.hallrichard.com http://www.fotosearch.com http://www.photographersdirect.com http://stockindexonline.com http://www.scalarchives.com http://incentraleurope.radio.cz htpp://youtube.com.br

Pedagogo Autor do Plano de Aula
Daniela Nigri