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Trablhando as Diferenças

Filme Utilizado O Xadrez das Cores | Ficção | De Marco Schiavon | 2004 | 22 min | RJ



Data da Experiência:25/08/2008

Disciplina(s): Artes , Língua Portuguesa

Nível de ensino da turma*: Ensino Fundamental I

Faixa etária da turma*: de 10 a 14 anos

Nº de alunos que assitiram esta sessão:20

Autor do relato:Rosângela F. dos SantosCorrêia

Instituição:EEEF ROCHA POMBO
| RO | NOVA BRASILANDIA D`OESTE
| Estadual
Objetivos do uso do filme
Desenvolver adoção de atitudes de valorização e respeito à diversidade para assegurar o respeito às diferenças sociais, raciais, culturais e individuais;
conscientizar - se das repercussões que as atitudes e mensagens das outras pessoas têm em nosso desenvolvimento pessoal; refletir sobre como o desrespeito às diferenças reflete de forma negativa na sociedade e na vida das pessoas; descrever as condições que ajudam a criar um ambiente de respeito às diferenças.

Sequência de atividades envolvendo o filme
Devido a um fato ocorrido com as alunos da Classe de Aceleração de Aprendizagem, onde houve desrespeito por parte dos alunos para com um jovem negro portador de necessidades especiais (DM)deu-se inicio ao trabalho com este tema, buscando concientizar os alunos da importância do respeito as diferenças. Foi lançado um desafio para que eles pensassem sobre o assonto com a pergunta: Para você que é racismo? Essa questão foi retomada ao final do trabalho. Depois fizemos um levantamento com a dinâmica "Bate Balão", com as perguntas: O que vc faria ...se percebesse que o porteiro de sua escola estava sendo desrespeitado por apresentar alguma diferença?" "...se você não fosse aceito em uma brincadeira porque é negro?" "...se um amigo seu tivesse dificuldades para se relacionar com o grupo por ser de cor diferente?" "...se você fosse apontado e debochado na sua rua e ou na escola por ser diferente de seus colegas?" Fizemos também a dinâmica dos peixinhos no aquário onde foram trabalhadas as diferenças e o respeito, com questões tais como:Todos os peixinhos são iguais? Todos estão indo para mesmo lado? Por quê? E as pessoas em que são diferentes?. Em seguida exibimos o filme O Xadrez das Cores e o discutimos com a dinâmica "A palavra". Propusemos a dramatização do filme com fantoches. Foi realizada também uma atividade em grupo com as questões:O que devemos fazer para compreender as diferenças? Como eu devo reagir se descobrir que apresento alguma diferença? O que deve ser feito para evitar o preconceito? Finalmente, foi solicitada a produção de texto sobre o tema, pedindo-se que escrevessem uma carta.

Comente os resultados da experiência
As atividades foram planejadas de forma a atender os três tipos de alunos (ouvinte, visual e sinestésico). Tivemos resultados positivos, tanto na participação ativa dos alunos como no aprendizado. Ao retomarmos ao desafio inicial,conceituaram racismo como preconceito, discriminação com as pessoas. Durante o debate um aluno exclamou: Eita prof! Coitado do ...! ( jovem citado acima) Foi por isso que ele ficou bravo né!. Alunos que apresentavam dificuldades em se expressarem, participaram das discussões com espontaneidade e precisão. As questões reflexivas sobre colocar-se no lugar do outro fizeram com que os alunos percebessem a importância do respeito mútuo, que o desrespeito às diferenças causa conseqüências negativas na vida das pessoas. Na atividade dos peixinhos, ao estabelecermos relação com as pessoas, disseram que somos diferentes na cor, na cor dos olhos, dos cabelos, no jeito de se vestir, na forma de pensar, na religião, nos hábitos e costumes. Uma aluna fechou o debate dizendo que somos diferentes porque nascemos em culturas diferentes. Na dramatização não faltou criatividade! Durante o filme os alunos ficaram sensibilizados com a postura de Cida e indignados com dona Ester. A maioria dos alunos chorou na cena em que o filho de Cida aparece morto na calçada! Ao final, um aluno com expressão de alivio disse: Ufa! Ainda bem que a Cida mudou aquela situação desagradável! Um outro aluno pediu a palavra e disse: A Cida tinha mesmo que voltar, aqueles meninos poderiam virar bandidos. Por causa dela eles mudaram de comportamento e pode ser gente do bem. Ela mostrou para dona Ester que não é a cor que define quem a pessoa é, e sim o que cada uma quer ser... Enfim, o filme retratou a situação de discriminação e a superação com a história de Cida. Hoje os alunos têm um olhar diferente no que se refere às diferenças e ao preconceito racial e são defensores desta causa.